Segunda-feira, Julho 13, 2009

Antes de ir de férias

Queria só explicar que gay é o adjectivo inglês para:

alegre
feliz
divertido
satisfeito
jovial
vivo
brilhante
de cores vivas
atrevido

Fazer (como já alguns dicionários reféns do politicamente (in) correcto) dessa palavra o exclusivo de:

homossexual

É muito enervante, além de ignorante e patético! É que os homossexuais, ao contrário do que acham uns quantos, não detêm o exclusivo da alegria e felicidade. Lamento.

E podem zurzir à vontade na caixa de comentários!

Domingo, Julho 12, 2009

Optimus alive 2009

Grande dia. Dinheiro bem gasto. Bandas do dia: Chris Cornell, Black eyed peas e Dave matthews band. Eu fui para ver Chris Cornell em especial mas também o Matthews. Um pouco desiludida e de pé atrás por causa do último trabalho do Cornell, o album Scream, em conjunto com Timberland, o produtor guru do meio Hip-hop, lá fui eu, a pensar honestamente que aquilo nunca iria funcionar ao vivo na voz de um homem do blues, do rock alternativo, do soul. Mas estava enganada. Aqui ficam dois dos temas do novo album, tocados ontem num festival que mais uma vez prima pela óptima organização e constantes pontos de interesse, com coisas a passarem-se a todo o momento e sem ninguém a trapalhar ninguém. Muito bom. Cinco estrelas para o festival e outras cinco para o Chris Cornell, pelo novo trabalho e também por não se ter esquecido de revisitar temas de Soundgarden (rusty cage, outshined, black hole sun e spoonman, com perninha para medley, com good times, bad times de led zeppelin) e de Audioslave. Um must.

Sábado, Julho 11, 2009


A penetração é, em si, uma benção!

Acto de confissao

Minhas multiplas porque sois tao boas, perdoai-me as minhas ofensas e a minha indisciplina. Bem sei que o calendario do google me tem chamado a razao. Manda-me mensagens e diz-me. Multipla, porque nao escreveis qualquer coisinha? E eu, cedo ao pecado. O pecado da preguica, o pecado de quem esta de ferias e nada faz. Perdoem-me minhas multiplas pelos meus pecados, perdoem-me tambem a ausencia de acentos mas......................... MADRID ME MATA!

Com amor,

Amen.

Sexta-feira, Julho 10, 2009

Tenho uma coisa para dizer

Gosto da miúda do deserto.

Pronto, está dito.

Bond girl


É como me sinto depois de passar todo o dia a ouvir a OST do 007. Ah pois!!

Feira erótica medieval

a não perder a notícia aqui, no Novo Mundo

Quinta-feira, Julho 09, 2009

Eu sei que a vida devia ser bem melhor, e será

mas isso não impede que eu repita - é bonita, é bonita e é bonita!



(depois de tanta conversa de mortes e fins do mundo, este blog estava mesmo a precisar disto)

Acto 3

Inspiro. Abro os olhos. Pessoas, objectos, coisas à minha volta. Um carro que passa ao longe. Tic-tac, o tempo não pára. Expiro. Dói. Inspiro. Vozes que falam, riem, sussuram. Tic-tac, mais um minuto que passa. Expiro. Fecho os olhos. Inspiro. Não te vejo. Ainda bem. É mais fácil assim. Tic-tac, está quase. Expiro. Sinto o coração a bater. Inspiro. Já não vejo. Tic-tac, passa, tempo. Não expiro. Está quente. Não inspiro, os sons vêm abafados pela água. Tic-tac, as formas dissolvem-se em cores, difusas. Não expiro. Aguento. Não inspiro. Não sinto o peso do corpo. Tic-tac. Quanto tempo terá passado? Não expiro. Falta-me o ar. Não inspiro. Larga-me! Deixa-me ir, não me levantes! Não expiro. Odeio-te! Porque é que insistes em tentar preservar-me a alma, se quero apenas destruir este corpo?
Inspiro.

pergun

Sinto o peso da inevitabilidade da morte que entra nas dinâmicas da minha vida, sinto o peso da velhice que nos tocará como destino certo na nossa condição de humanos, se a vida não se nos fugir antes, pois quem de novo não morre, de velho não escapa, dizia-me primeiro uma das minhas avós, e depois o meu pai, encarregado familiar de passar os ditos populares, se não os dizemos deixam de existir, tal como nós, se não vivemos morremos em vida. E digo-o e repito-o para mim própria, vezes sem conta, sistematizo-o em power point, registo-o em letras grandes em papelinhos amarelos que espalho por todos os espaços onde passo, mas a concentração na minha agenda e o sobrolho franzido do meu coração, obnubilam-me a visão dia após dia. O que é a vi.. pergunto eu às vezes antes de cair profundamente nos braços de um morfeu inanimado.

Quarta-feira, Julho 08, 2009

Palavras sábias do meu pai

A vida é uma doença mortal, hereditária e sexualmente transmissível.

E a vida é prá frente

... lá dizia a velha Astrid com ar de quem dizia uma grande verdade.
2012. Por esta altura hei-de estar prestes a comemorar o 44º aniversário. A 21 de dezembro hei-de ter celebrado o 16º da minha filha e ambas andaremos, lado a lado, na azáfama dos preparativos de mais um natal que será, invariavelmente, passado cá em casa com a pouca família que chega para encher as acanhadas assoalhadas.
E não venham os incas ou os maias estragar-me a minha felicidade que cada vez mais consiste em muito pouco.

Juraci-a vidente contente e a profecia final

Juraci não cabia em si de contente. A vida corria-lhe de feição. Clientes naquela parte do mundo não lhe faltavam e a memória dos tempos vividos na pátria lusa, desvanecia-se dia após dia sem querer deixar rasto. Tinham passado sensivelmente três anos desde a sua chegada a Istambul . Juraci - A vidente contente, retirou os pés da água, banhados pela corrente fresca do Mar Negro, e secou-os à toalha distraída pelo gritos de alegria do Professor Uganbanga que brincava por ali, em correrias com o cão Kasparov.
Mas nem tudo eram rosas, descobriu Juraci, quando ao fim da tarde desse mesmo dia, a sua querida e indispensável bola de cristal, modelo"ver sem limites 6.5", já com os upgrades do último trimestre feitos, lhe revelou algo de inesperado. O final do mundo, marcado para uma data tão específica que Juraci não teve como ignorá-la. 21 de Dezembro de 2012 era a data marcada para o final da espécie humana e do planeta terra e era também a data de aniversário do seu casamento com Uganbanga. Juraci sabia que a sua bola não se enganava. Nunca. Por isso resolveu encarar a coisa como um facto consumado. Quando Uganbanga a olhou ternamente enquanto mordia um morango encharcado em moet & chandon, já tarde na noite, deitados no seu quarto, Juraci contou-lhe a profecia. A sua reacção foi absolutamente serena tendo em conta a sua crença na imortalidade e limitou-se a endireitar os óculos na cana do nariz com um sorriso.
- Nesse dia, vou amar-te da mesma forma que te amo hoje.
Era no fundo o que interessava. Essa era uma premonição para a qual não necessitava de bola nenhuma. Aninhou-se, calma e em paz nos braços de Uganbanga sem desejar saber de mais coisa nenhuma.
Deitado aos seus pés, enrolado na manta de pêlo de carneiro, Kasparov espirrou, alertando-os para a sua presença. Juraci riu-se e fez-lhe uma festa carinhosa na cabeça. Spaciba, respondeu ele, voltando a fechar os olhos.

morreu-me o mundo

De repente, não pude evitar, encontrei-me com a morte. Andava muito tempo a não querer -la mas ela fez-se gigante e impôs-se à minha frente. Encontrei-me com a morte eminente da minha mãe, encontrei coisas no meu pai que não julgava serem possíveis, encontrei-me com a morte de tios e amigos da geração dos meus pais, encontrei-me contigo e nao te consegui ver. Morreu-me o amor, morreu-me a vida tal como eu a conhecia, como a tinha construído e desejado. 2012 chegou mais cedo e ando perdida à espera de um tsunami que me faça de novo sentir viva.

Assim como assim

Dia 21 de Dezembro é dia de jantar de família. O meu filho já terá 3 anos, já saberei o que é ouvir mãe de uma boquinha amante incondicional da nossa existência, se calhar até lhe terei dado irmãos. Nessa noite estarei com os que mais gosto, os que mais me gostam. If you have to go, go with a smile.

Aqui tem, mãe

- E, se tudo correr bem, já podem ir para casa passar o Natal!
Peguei-lhe e fiz uma promessa baixinho: "Deixa lá, fazemos a festa em Junho para poderes receber presentes mais do que uma vez no ano!"

sin que sobre un pedazo de piel

Marília não queria acreditar. Há anos atrás tinha-lhe acontecido uma coisa parecida, quando o ricardo entrou pelo salão dentro e lhe prometeu um voo a dois pelo mundo. Hoje, enquanto esforçava um sorriso contido em frente ao espelho ai credo tantas rugas, enquanto observava o penteado com que guiomar lhe tinha enquadrado a cara estou igual à minha mãe, enquanto sentia na mão a moeda que iria depositar no bolso da vânia chego a casa e despenteio isto um bocado, sentiu a terra a tremer, uma luz branca a invadir o salão, o ar a tornar-se pegajoso como um rebuçado velho. Antes de tudo acabar, só foi capaz de se lembrar da noite em que dançou com ele en mi sueño he creído tenerte devorandome.

Diz que sobram três anos

Quando era criança vivia aterrorizada com o fim do mundo. Nessa altura, o medo estava na guerra nuclear. Lembro-me que sonhava com o cogumelo que tinha visto na televisão, os vidros explodiam, uma luz enorme invadia tudo e eu sabia que tudo iria acabar. Depois um dia a guerra nuclear deixou de ser o papão. Chegou a vez das profecias deste e daquele, do zandinga ao nostradamus, dezenas de fins que se anunciavam de forma imprecisa. Única certeza: o mundo iria acabar. E agora, pela mão da múltipla que lançou este desafio, fiquei a saber que há mais uma data para o enterro de tudo o que conhecemos: 21 de Dezembro de 2012. Um sítio oficial do fim do mundo faz uma grande sopa de várias esoterices que garantem o armagedão, desde a profecia maia até aos índios hopi, passando pela bíblia ou pelo já nosso íntimo nostradamus. Lá no meio, misteriosamente, está einstein e as abelhas. Pelo sim pelo não, vou ali escrever um livro apocalíptico e já venho. Com sorte, morro milionária.

Terça-feira, Julho 07, 2009

SF 50, por favor


A imagem não é sequer muito chocante.
Quando me passeava com o frasquinho de plástico que continha o bocado extraído da minha coxa mergulhado numa solução de formol já sabia, mais ou menos, ao que ia. Mesmo assim, o resultado escrito em letras capitais numa folha de papel branco não deixou de me chocar: CARCINOMA BASOCELULAR SUPERFICIAL. Contive o tremelique nos beiços, andei uma boa hora a pé e pensei "afinal andaste anos a dar em durona e a antecipar que ias padecer deste mal; para quê?! não te serviu de nada?". Não, não serve de nada. Com sorte, faço parte de uma grande maioria que não sucumbe à doença mas mesmo assim, o sol começou a ser meu inimigo, depois de anos a driblá-lo e a esconder todos os escaldões apanhados na infância e na adolescência e curados a álcool canforado. Foda-se! e logo eu, que preciso tanto dele...

Não quero imaginar

Depois da massagem que me fez ao cabelo, o que aquele cabeleireiro me faria ao resto do corpo.

caracol, caracol, põe os pauzinhos ao sol

Quando, numa caixa de comentários ali para baixo e que agora não encontro, se falava na baba de caracol como creme revolucionário para todo o tipo de problemas de pele, achei que a múltipla tinha tido imensa graça e acutilante, como sempre!

Ontem, babei de espanto:

Fui investigar e diz a gigashopping tv:
"baba de caracol é uma das mais poderosas fontes naturais de regeneração cutânea. Possui propriedades regeneradoras (devido ao seu elevado conteúdo em colagénio e elastina), anti-envelhecimento (por ser rica em vitaminas antioxidantes com a A, C e E), nutritivas (por possuir na sua composição proteínas com uma estrutura semelhante às da derme humana e mucopolissacarídeos altamente hidratantes), exfoliantes (devido ao seu elevado conteúdo em AHA - alfa hidroxiácidos), anti-inflamatórias e despigmentantes. Activa a regeneração celular nos tecidos danificados por causas diversas, como rugas, manchas, cicatrizes ou marcas. Esta acção deve-se essencialmente ao extracto purificado de baba de caracol, rico em colagénio, elastina e proteínas com uma estrutura semelhante às da derme humana. Deve-se, ainda, à alantoína, conhecida pelas suas propriedades anti-irritantes e humectantes, tornando as peles ásperas em peles lisas e macias, mas que é sobretudo um renovador celular, estimulando e acelerando a proliferação de células novas. A baba de caracol é rica em AHA (alfa hidroxiácidos), sobretudo glicólico, láctico, málico e cítrico. Estes AHA têm um efeito peeling sobre a pele, favorecendo a renovação celular e acelerando o turnover das células, efeito muito eficiente para tornar a pele lisa, luminosa e para combater as rugas."
Três tipos: cara, corpo e mãos.

Do I dare?

Segunda-feira, Julho 06, 2009

devo dizer que estou muito orgulhosa!

com tanta física e metafísca cá na casa, a minha foi eleita a posta mais enigmática do oito e coisa!

Três, quatro, aguenta

O casamento era, antes do mais, uma aliança. Entre pessoas, famílias ou Estados. Para a defesa e segurança da prole. Depois, acrescentou-se o amor à equação e a partir daí a fórmula era tanto infalível como irresistível.

Hoje dizem que o casamento está em crise. É o que parece porque os números supostamente não enganam e as taxas de divórcio são enormes. Eu acho que não é a instituição do casamento que está em crise por si própria. Está em crise porque cada um de nós está em crise: deixamos de acreditar ou não sabemos mais no que acreditar.

Entre várias coisas, deixamos de acreditar em alianças. E deixamos de acreditar no amor. Tudo só é eterno enquanto dura, enquanto dá adrenalina, enquanto dá um prazer hedonista, enquanto é útil, confortável ou com ausência de chatices. Não vale a pena fazer sacrifícios. Não há necessidade da verdade porque tudo é relativo. Já não há condutas certas e erradas. Não criticamos nada por medo ou com a desculpa que o que interessa é ser feliz. Já não há responsabilidades para com os outros, porque só somos responsáveis perante nós próprios.é uma guerra perdida à partida. E há os que acham que tudo isso é ser livre ou ser um livre pensador, longe de amarras conceptuais retrógradas e cuja abolição se impõe com urgência.

Já aqui apareceu o elogio do amor puro, daquele em que o amor é uma coisa e a vida é outra. O MEC também escreveu outra coisa sobre o amor em relação à liberdade. Em resumo, dizia que só quando há uma entrega mútua da liberdade própria à pessoa amada é que se é verdadeiramente livre. Pois…

Quem se mostra como é de verdade, com toda a fealdade da alma, sem longas pernas depiladas ou bíceps musculados? Quem escolhe não ter experiências com a colega solícita e compreensiva, mesmo ali ao lado, ou com o amigo da amiga, aquele cheio de graça e uma pontinha de safadez que deixa adivinhar todo um mundo de suado prazer? Quem é louco o suficiente para querer aturar sempre a mesma pessoa e aliar-se a ela nas dificuldades de uma vida em família, desde as fraldas da infância dos filhos até às próprias fraldas na velhice? Quem se compromete, mesmo!, com o compromisso que tantos outros tem? Que acredita que consegue tudo isto e que, no fim dos tempos, terá valido a pena? Quem sabe que, apesar de tudo, pode não dar certo? Finalmente, quem acha que vale a pena assinar uma mera folha de papel, paulatinamente despojada pelo Estado dos seus poucos efeitos positivos?

Se respondeu Sim, reúne as condições de insanidade que o elegem como candidato ao casamento (mas não garantem o sucesso do mesmo). Se respondeu Não ou NS/NR, vai casar porquê? Fique pelo ALD mútuo e não se desgrace.

Domingo, Julho 05, 2009

Contra o oráculo falacioso e trabalhoso!

Uma pessoa deixa de vir aqui uns dias e percebe que um oráculo tomou conta da vida das suas múltiplas.
Deixem-se de merdas...
O melhor oráculo é sempre aquele que nós próprias inventamos.
Eu tenho um:
duas chaves iguais no molho de chaves que sempre me acompanha, uma da porta da rua outra de uma das divisões da minha casa.
O processo é simples, faço uma pergunta quando entro no prédio, se erro na chave é um Não, se acerto na chave à primeira e a porta abre é um Sim.
A maior parte das vezes a porta não abre à primeira...

Por isso desculpem mas eu não vou fazer esse oráculo que me parece muito trabalhoso,
estou muito feliz com o meu superbásicoráculodesimenão.
E sabem a melhor?, às vezes ele engana-se.

breves

passeando por outros blogs, por fim compreendi a posta mais enigmática do oito e coisa. Parece que, por um alegado par de cornos, temos um ministro a menos; uns acham que o que ele fez foi um desrespeito à nossa nação, outros dizem que os par de cornos são prova de humanidade do senhor ex-ministro, e outros ainda acham que o que ele fez não eram cornos, eram antenas e que estas são um símbolo de inteligência, por isso o ministro estava era a elogiar o contrincante e não a chamá-lo cornudo.

Além disso, continuando na assembleia da república parece também que anda tudo num alvoroço a comentar a inédita situação do chefe dos deputados elogiá-los a todos em vez de desancá-los, como é prática habitual para se mostrar quem é que tem razão.

outra pergunta

há uns tempos atrás fez-se uma pergunta simples. Hoje faço outra, o que se faz quando se descobre que o amor acabou?

Sábado, Julho 04, 2009

Um calor de ananazes,

um amigo que desafia, eu chamo a outros dois, encontramos-nos de surpresa com outra, todos com os nossos filhos e filhas que também se encontram uns com os outros. Vamos à praia do nosso bairro, uma ilha nas traseiras de um quarteirão de prédios, onde há bancos, uma areia algo suja e uma piscina onde a água nos dá pelo meio da perna e de onde não saímos nas quatro horas que ali estivemos, submergidos nos transgénicos, na bissexualidade, nas actividades de verão para crianças, no peso da paternidade e da maternidade em cada um de nós e em nelas, enquanto as crianças inventavam os seus jogos e negociavam quem mandava, que não, que a minha mãe disse que todos mandam, temos é que chegar a acordo, mamaaaaa, o sergi disse que ele é que manda porque já fez cinco anos…

bolinho da sorte chinês

Na baixa do sapateiro pensas que um dia encontraste o teu principe da babilónia escondido en alexandria, foge das campainhas das bicicletas, escondes-te e encolhes-te nos colhoes da tua cobardia, até que um virá alguém que gosta de nêsperas e nesse dia já nao te comerá, só restará o teu velho corpo já podre de onde saiu quem escondias sem saberes.

Mais um oráculo

Na encruzilhada, tráfego congestionado, a mente tem de ser liberta. Deixa-te abraçar pelo groove multicolor enquanto a guitarra gentilmente chora o corpo de uma mulher. Do telhado, lava a cair no terraço. Um macaco de meias a comer tiras de bacon, grita: Tenta!, enquanto o vento sopra o teu nome.

Pequena história sem sentido contada pelo oráculo

O coração de ouro brilha no chá do deserto. Dia após dia um bem querer sem fantasia deixou-a de pernas para o ar. Se o amor é um vestido vermelho, então a liberdade está no céu. Uma pergunta chegou soprada pelo vento: pode alguém ser quem não é?

Funky cold medina

e pois aqui vai o meu:

IF SOMEONE SAYS "IS THIS OKAY" YOU SAY? na baixa do sapateiro, caetano veloso

WHAT WOULD BEST DESCRIBE YOUR PERSONALITY? na madrugada, seu jorge

WHAT DO YOU LIKE IN A GUY/GIRL? costa paraiso, el guincho

WHAT IS YOUR LIFE'S PURPOSE? the long and winning road, beatles (nem mais, mas com saúdinha de preferencia)

WHAT IS YOUR MOTTO? voando sobre os rios, fado moliceiro, carlos paredes

WHAT DO YOUR FRIENDS THINK OF YOU? matate tete, molotov (acham que eu sou maluca, é o que é)

WHAT DO YOU THINK ABOUT OFTEN? Charles, Maria Joao e Mário Laginha (juro que nao conhecço nenhum a nao ser o principe de inglaterra)

WHAT IS 2+2? Acabou chorare, Arnaldo Antunes (ai arnaldo, arnaldo, nem sabes tu quanto acertaste)

WHAT DO YOU THINK OF YOUR BEST FRIEND? sidestepper, sidesteper

WHAT DO YOU THINK OF THE PERSON YOU LIKE? el salao, no artist, salsa vieja(salao quer dizer azarado, aquele a quem tudo corre mal, nao é lá muito animador)

WHAT IS YOUR LIFE STORY? Gist, Win Mertens

WHAT DO YOU WANT TO BE WHEN YOU GROW UP? Canto guerra, los superlitio (eu cá acho que seria mais canto paz, mas enfim)

WHAT DO YOU THINK WHEN YOU SEE THE PERSON YOU LIKE? cabeça de vento, amália rodrigues (porra, tá mesmo a embirrar)

WHAT DO YOUR PARENTS THINK OF YOU? money, the beatles. ou a falta dele.

WHAT WILL YOU DANCE TO AT YOUR WEDDING? no pidas imposibles, martirio (pronto, tá bem)

WHAT WILL THEY PLAY AT YOUR FUNERAL?gallo rojo, version instrumental, los fabulosos cadillacs

WHAT IS YOUR HOBBY/INTEREST) Across the (nao tenho resto), beatles e ravi shankar, mas está certo, adoro o verbo ir

WHAT DO YOU THINK OF YOUR FRIENDS? Ayer me dijo una ave, caifanes (juro que njao penso que sao todos cuscas)

WHAT'S THE WORST THING THAT COULD HAPPEN? Gracias montes, ¿será una rosa¿

HOW WILL YOU DIE? Ingles, molotov

WHAT IS THE ONE THING YOU REGRET?
tradiçao, caetano e gil

WHAT MAKES YOU LAUGH? La mafia, orquestra narvaez

WHAT MAKES YOU CRY?
how beatiful could a being be, moreno veloso(binguissimo)

WILL YOU EVER GET MARRIED? El cazador y el armadillo, mojarra elctrica (chiça, que é mania)

WHAT SCARES YOU THE MOST? Argentine tango, caetano veloso

DOES ANYONE LIKE YOU?
concha piquer, tatuaje

IF YOU COULD GO BACK IN TIME, WHAT WOULD YOU CHANGE? Chabetiza, superlitio

WHAT HURTS RIGHT NOW? Nem às paredes confesso, amália rodrigues, que eu cá sou uma tumba

WHAT WILL YOU POST THIS AS? Funky cold medina, rock latino

Sexta-feira, Julho 03, 2009

Agora a sério,

Não acho os corninhos piores que o "curioso número" e, certamente, do que o "pó car****". Tadinho do verde pinho!

Quinta-feira, Julho 02, 2009

Um dois insiste insiste

Comecei a ler aqui um artigo sobre uma dúvida que me assalta de vez em quando: por que razão insistimos no casamento apesar das suas falhas? Por que razão enfiamos tudo no mesmo saco (sexo, amor, companheirismo, paixão, família, quotidiano, casa), e nos desgostamos quando sentimos as suas brechas a cravarem-se na pele?

Até que um dia descobrimos que o fim chegou.



Uma série que nunca chegou cá: Tell me you love. Uma faca no coração.

Tenho a certeza que já li isto,

E numa forma mais elegante e sofisticada, mas as duas únicas coisas verdadeiramente igualitárias são o nascimento e a morte.
Dependendo dos dias, isso é revoltante ou reconfortante.
* foto com direitos reservados.

Terça-feira, Junho 30, 2009

Crying

Descobri aqui um novo oráculo. Ninguém nos passou nada, mas acho que as minhas queridas múltiplas podiam tentar a sua sorte com ele.

Regras: 1. put your itunes / ipod (or your mp3 player of choice) on shuffle. 2. for each question, press the next button to get your answer; 3. YOU MUST WRITE THAT SONG NAME DOWN NO MATTER HOW SILLY IT SOUNDS!

IF SOMEONE SAYS "IS THIS OKAY" YOU SAY?
Jump they say, David Bowie

WHAT WOULD BEST DESCRIBE YOUR PERSONALITY?
Reason to mourn, Ben Harper. Pooorra.

WHAT DO YOU LIKE IN A GUY/GIRL?
Liberté, Stewart Copelando. Bem visto.

WHAT IS YOUR LIFE'S PURPOSE?
Violently happy, Bjork. Bingo.

WHAT IS YOUR MOTTO?
Quand on a que l'amour, Jacques Brel.

WHAT DO YOUR FRIENDS THINK OF YOU?
Magnificat, Tavagna

WHAT DO YOU THINK ABOUT OFTEN?
U cant touch this, MC Hammer.

WHAT IS 2+2?
Areia, Arnaldo Antunes

WHAT DO YOU THINK OF YOUR BEST FRIEND?
We work the black seam, Sting

WHAT DO YOU THINK OF THE PERSON YOU LIKE?
The man i love, Caetano Veloso

WHAT IS YOUR LIFE STORY?
Já não sou quem era, Humanos

WHAT DO YOU WANT TO BE WHEN YOU GROW UP?
Life on Mars, Seu Jorge.

WHAT DO YOU THINK WHEN YOU SEE THE PERSON YOU LIKE?
I want your sex, George Michael. Ah tigre.

WHAT DO YOUR PARENTS THINK OF YOU?
Velha roupa colorida, Elis Regina. Não sei o que pensar sobre isto.

WHAT WILL YOU DANCE TO AT YOUR WEDDING?
All i really want, Alanis Morrissette.

WHAT WILL THEY PLAY AT YOUR FUNERAL?
Homem velho, Caetano Veloso.

WHAT IS YOUR HOBBY/INTEREST?
L'ombelico del mondo, Jovanotti.

WHAT DO YOU THINK OF YOUR FRIENDS?
I am the walrus, Beatles. Uma morsa??

WHAT'S THE WORST THING THAT COULD HAPPEN?
Chimes of freedom, Youssou Ndour

HOW WILL YOU DIE?
Lado esquerdo, Clã.

WHAT IS THE ONE THING YOU REGRET?
Keep the faith, Michael Jackson.

WHAT MAKES YOU LAUGH?
Nada, Caetano Veloso.

WHAT MAKES YOU CRY?
Jamming, Bob Marley. O oráculo ensandeceu.

WILL YOU EVER GET MARRIED?
Nesta cidade, Jorge Palma com Flak.

WHAT SCARES YOU THE MOST?
Emigrante, Enapá 2000.

DOES ANYONE LIKE YOU?
Lets get it started, Black Eye Peas

IF YOU COULD GO BACK IN TIME, WHAT WOULD YOU CHANGE?
Devil in her heart, Beatles.

WHAT HURTS RIGHT NOW?

Ooh La, The Kooks. Eu não diria melhor.

WHAT WILL YOU POST THIS AS?
Crying, Bjork.

Desafio fio fio

Meninas, venho convocar-vos para um novo desafio a postar dia 8 de Julho à hora que bem entenderem. Vamos nessa?
Tema magnífico: 21 de Dezembro de 2012
(Aposto que ficaram surpreendidas a pensar, ena, onde é que ela foi desencantar um tema tão magnífico assim?)

P d I

As minhas amigas começam a ter problemas de saúde sérios. Daqueles que, quando temos 15 anos, só acontecem aos velhos ou nas telenovelas mexicanas. P*** da Idade que me atropela todos os dias sem eu dar por isso!

Segunda-feira, Junho 29, 2009

A brincar

E agora eu era tua escrava e velava o teu corpo adormecido à noite, decorava os rios das tuas veias, os ângulos e curvas das tuas colinas, numa silenciosa lição de geografia. E agora eu era tua escrava e servia-te o meu corpo ao jantar, o meu corpo em pedaços que são afinal todos teus e só por um estranho acaso estiveram à minha guarda durante estes anos. E agora eu era tua escrava e abandonava-me a ti para que me usasses como e quando quisesses, um tapete um objecto um bicho. E agora eu era tua escrava, abria-te o peito e lambia o teu coração até que ele não fosse nada mais do que uma bomba perfeita coberta pelo meu amor líquido por ti.

Às nossas miúdas*



*À que hoje faz anos, LINDA, e à outra que se virá em data - ainda - incerta.
Muitos parabéns!

P.S. Eu creio que o senhor da música está a dizer que 'a esperes'.
Como não? Nós também!

Parabéns pelos 30 e tal




À nossa grávida acamada... Com muito amor e carinho

aqui fica esta flor

com um abraço e um beijinho.

Querido santantoninho,
meu querido sanjoão,
por este grave ataque de alzheimer
intercedei em meu perdão.

(Queriam poesia? Pois o Aleixo não fez muito melhor)

Sábado, Junho 27, 2009

ciclo

Nascemos. Cada vez que um ser nasce é uma nova alegria para o mundo, a ternura inunda todos aqueles que estao à sua volta, a promessa de tudo aquilo que pode ser vivido desperta-nos e enche os coraçoes.

Crescemos. Procuramos certezas, sonhos, procuramo-nos a nós mesmos, iludimo-nos e desiludimo-nos, reinventamo-nos uma e outra e mais outra vez. Ou simplesmesnte desistimos.

Morremos. Um dia, num dos muitos dias da nossa vida, deixamos de existir, deixamos de ser e atrás de nós ficam lembranças cada vez mais vagas de tudo aquilo que um dia fizemos. Um dia, quando todos os que ainda vivem deixarem de recordar, morremos de novo, desta vez para sempre.

Entre o nascimento e a morte, estamos nós e aquilo que vamos sendo para nós e para os outros. Vivemos. Simplesmente.

quero

Quero tocar o mais profundo do meu ser
quero sentir o meu silêncio
a imensidão que me acompanha por dentro como um lago profundo
quero chorar de mim e rir até me virar ao contrário
ficar em carne viva
em osso
quero saber quem sou
quem fui
quem poderei vir a ser
emociono-me por mim
com mim
e às vezes estou tãooooooooooooo
longe
longe de ser
de me ver
quero mergulhar em mim e implodir por um segundo sem que ninguém me veja
num lugar em que só eu sei
em que os anos passam e cá fora tem a dimensão de um instante
se calhar quero morrer, às vezes sim
mas, não! gosto demasiado de estar aqui
só sei que me quero a mim e agarro-me com todas as forças até conseguir estar viva

Sexta-feira, Junho 26, 2009

momentos

A música deve andar no ar por terras de iberia, deste lado de cá, um dos meus vizinhos do prédio da frente está a aprender a tocar viola e convidou amigos e amigas para a pequena varanda da sua casa. Cantam músicas que todos conhecem, com ritmo de pop-copla. Têm vozes jovens, imagino 16/18 anos, estao tranquilos, conversam, cantam, riem, batem palmas de acompanhamento e de contentamento.

É deliciosamente bom ouvir pessoas juntas a cantarem, contentes, a passarem um bom bocado de vida!



Adenda: agora estao a cantar o Help, dos beatles, help me get my feets back on the ground, and i do apreciate you being arouuauaunnnnn

tributos e retributos



esta há-de ser sempre a minha favorita.

Paz à sua Alma!

The final curtain call



Quando o corpo não aguenta todas as mutilações. "This is it" não será...

Quinta-feira, Junho 25, 2009

Fim do dia

Chego a casa e abro as janelas. O meu vizinho pianista regressou depois de semanas de ausência. Vejo-o pela janela do quarto onde estuda. É só uma nuca e ombros que se balançam com a música que chega até mim deste lado do jardim. Uma música feita de paragens, arranques e repetições, uma música que agora trepa frenética e me faz sorrir. Será alto ou baixo, gordo ou magro, novo ou velho?, que nome terá o dono das mãos que estudam naquele piano?, imagino-o a viver com os pais e a sonhar com a colega silenciosa de pele muito branca que observa à distância de uma escala intocável, a mesma escala que oiço daqui vezes sem fim, na certeza de que não imagina que do outro lado do jardim há alguém que sorri.

olha!

como ninguém ainda postou hoje aqui vai:


BON DIA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Quarta-feira, Junho 24, 2009

Pregnant parade

Diz não à discriminação contra as grávidas!


Pregnant Parade no próximo sábado.


Shots de Laranjina C e Cocacola Zero em solidariedade com todas as abstémias forçadas.


Grandioso septatlo de grávidas:

- corrida 100 metros ténis, ganha a última a chegar

- arremesso da cereja com o umbigo

- a hemorróida maior e mais dolorosa

- as mamas mais escandalosamente aumentadas, com verificação do aumento do diâmetro do mamilo e medição do raio da auréola

- a barriga mais esticada. Verificação por audio - ao receber uma estalada ao de leve, mais soa como um tambor

- a besunta mais rápida com creme gordo da barral

- a libertação de gás mais sonora



de ataques de caspa e pifos

Ela 1: Tenha lá paciência a autora dos gritos de desespero mas apetece-me pôr imagens de répteis a fornicar ou de joaninhas a fazer "o amor" ou corpos nus ou o raio que o parta porque também nisso pode haver poesia e não ter que pedir desculpe, com licença, acha bem ou acha mal! Começo a estar precisada de um jantar com direito a pifo.

Ela 2: Se mais alguém se veio queixar ou ter ataques de caspa no mesmo dia que eu, já não te sei responder. Não fui eu a autora de mais enjoos para além daquele do qual me reclamo autora: a da receita da sopa.

Ela 3: O meu único neurónio deve estar a ser muito requisitado pela crianca que tenho na pança, já não percebo nada. Jante-se pois, e resolva-se o assunto!

Ela 3: Não falem em pifo que me lembro dele

Ela 4: E se a gente disser pifo muito baixinho?

Ela 5: Pede-se à dizia ela baixinho para dizer pifo sempre que for preciso (que o diz baixinho de certeza) e a outra com sorte não ouve e nem se lembra dele e fica em conversas agradáveis com a outra que tem o mono-neurónio requisitado pelo crianço na pança. Isto, claro, longe da mesa dos coentros.

Terça-feira, Junho 23, 2009

Contra o generation gap

AGORA E SEMPRE
SUMÁS DE ANANOL ESTÁ PRESENTE!

nas finanças, tudo é possivel

Eu até estava caladinha, mas confundiram-me e comecei a pensar, e como estou com serviço em atraso, tenho que vir p’raqui patinar um bocadinho, que eu tenho agulhas e já me piquei e isto nao há nada como um google calendar para mexer as hostes, dizia, estava eu aqui a pensar que sim podemos perder o amor da nossa vida, podemos perdê-lo em qualquer sitio, inclusive numa repartiçao de finanças quando de repente estás em frente a um funcionario que te está a ajudar a preencher a declaraçao conjunta com o amor da tua vida e de repente olhas para ele e olhas para o funcionario e pensas, o que andas tu a fazer da tua vida, já nao consegues encontrar sentido naquela palavra, c-a-s-a-d-a, com seis letrinhas apenas talvez a mais falsa que o mundo tem. E à saída, cruzas-te com uma pessoa e olhas para ela e ela olha para ti, e o mundo pára em redor e os olhares entram dentro dos corpos e tudo por dentro começa a explodir de prazer, de amor, intensamente o amor inunda-te e chega-te ao cérebro e tudo fica branco, e a vida, essa, foi mais forte que tudo, ainda que quem olhasse incrédulamente para o teu corpo inanimado achasse que estavas morta.

A posta saiu à rua

num dia assim. E saiu-se bem.

O que eu quero

Olho à minha volta e descubro dezenas de coisas por fazer. Uma estante para os livros que se acumulam em duas filas. Um armário que arrume as coisas que estão fora do lugar, os casacos que não sei onde esconder, as caixas com tesouros da minha vida que se empilham sem sentido. Uma tomada naquela parede e um quadro na outra. Dois caixotes ainda cheios de livros, um cadeirão que não está no sítio onde o quero porque esse sítio está ocupado por objectos provisórios e grandes. Quero uma varinha de condão, quero a mary poppins, quero um passe de mágica que ponha tudo no lugar e torne a minha casa em alguma coisa melhor do que este amontoado desordenado de objectos. Ou então quero outra casa, uma casa maior e sem história, uma casa onde haja espaço para tudo e ainda nada tenha um lugar. É pedir muito?

Segunda-feira, Junho 22, 2009

é pró ataque de caspa e prá azia...

... a laranjina é boa, mas esta é que me apetecia mesmo: fresquinha, fresquinha!
BEM BOA!
(tem o tal do bicarbonato, excelente para as azias e ataques de caspa existenciais).

(não me façam recuar aos pirulitos, é toda uma outra história...)

Não sei o que me aconteceu mas hoje, subitamente, tive uma vontade doida de uma laranjina C. E tenho bem presentes os picos que sobem narinas acima seguidos do som menos fino que, inusitado, nos sai pela goela. Lembram-se?

Ora saia uma laranjina para a mesa 8, sáchavori! (dizem que tem excelentes poderes contra a caspa seborreica e o herpes labial).

será possivel?

Encontrar o amor da tua vida numa repartição de finanças

ou

até mesmo, encontrar o amor da tua vida

ou

encontrar uma repartição de finanças

que

neste caso que não te ponha numa pilha de nervos

logo

com disponibilidade para perceberes que aquele é o amor da tua vida.


Portanto, moral da história: a probabilidade de encontrares o amor da tua vida e ainda por cima numa repartição de finanças que não te enerve, é altamente .............................ínfima!

AlienNation

Estou eu ali no meio do pinhal da Zambujeira de tenda armada, enfiada no saco de cama, promoção Verão 2009 do Jumbo quando abro os olhos de repente, forçada violentamente a largar o sonho magnífico em que estou enfiada num barco a meio de um rio dentro do cenário do African Queen, com o Bogie mais a Hepburn. O Bogie pisca-me o olho e atira-me um cigarro sem filtro mas a Hepburn ignora-me glacial. Merda mais ao campismo selvagem que me faz ter de ir mijar ao mato a meio da noite. De xanato nos pés, lanterna e rolo de papel higiénico na mão, lá me atiro ao desconhecido nocturno. Há tendas por todo o lado por isso tenho de me afastar o mais possível e encontrar um arbustro qualquer ainda livre de dejectos onde me possa aninhar. Encontro uma clareira bestial, a uns 200 metros, já pertinho do abismo que leva ao mar, ruidoso lá em baixo, e faço o meu serviço sempre com a atenção virada para alguma víbora ou lacrau que decida subir-me pelas pernas acima. A lua está cheia e quase que a lanterna era dispensável. O luar é intenso. Muito intenso. Que raio de luar tão intenso. Chiça que daqui a nada alguém me vê de cuecas para baixo. E desde quando é que a lua também é vermelha e azul? Às tantas começo a duvidar se realmente cheguei sequer a acordar do sonho e a levantar-me mas a dentada de uma melga de passagem por ali arrebita-me. Já estou vestida e composta e estou estática a olhar para um objecto metálico do tamanho de um T1 na minha frente. O caleidoscópio de luzes reduz a intensidade e abre-se uma porta daquelas de elevador por onde sai um tipo ou um fulano, como quiserem, podem fazer a vossa própria versão, bem maior que eu e muito mais bronzeado. E quando digo bronzeado é porque o gajo estava de facto, enfiado num fato de bronze (tinha sido interessante para o leitor se eu tivesse decidido usar o acordo ortográfico aqui nesta frase, estava de fato enfiado num fato era lindo não era?). Bem, adiante. O gajo dirige-se a mim confiante e reparo que só tem um olho no meio da testa que é enorme.
- Você é um ciclope. - informo eu sem mais demoras.
- Aí minina, tudo bem com você? - Pergunta ele, com uma voz toda robótica e nada atraente.
- Você é um ciclope brasileiro. - Volta-me a sair em voz alta.
- Qué isso aí? Cê tá maluca minina? Não sou ciclopi não.
E zás. Vira-se para trás e vejo que também tem outro olho igual na nuca. Estes gajos são muito avançados, penso eu. Qual visão periférica qual quê.
- E cê faz o quê aqui a essas horas?
- Bem, eu estava a dormir, acho, e depois tive de vir, enfim, fazer chichi.
- Ahh, chichi, sei. Bom isso né? A genti não faz isso não.
- Ah não?
- Não, muito disconfortáveu, com esse fato aí e tudo, não dá não.
- E que faz você por aqui?
- Bem, eu sou um alien,né? cê tá vendo isso, e o calor assim dentro ali da nave, atão, eu costumo parar aqui de vez im quando para curtir aqui uma brizinha do mar, que é sempri bom têr essa brizinha assim passando no corpo né? Cê também gosta?
- Eu também gosto. Mas eu nuca, desculpe, nunca tinha reparado em aliens por aqui.
- É isso aí, pode crer. Alien não pára muito por aqui não. Eu é que tou de fugida aos policiais lá do meu pláneta e ando por aí vagueando fora da fronteira interplanêtária e então discubri esse lugar aqui, que é muito bom né? Cê gosta?
- Eu também gosto. Mas oiça lá, tou aqui com algumas dificuldades em acreditar que você seja um alien a sério, sabe? Apesar do fato e da nave e das luzes e sobretudo do olho extra e tudo isso, mas sabe que hoje em dia, isso não quer dizer nada, um gajo chega com uma ideia ao Aki, por exemplo e é fácil...
O gajo interrompe-me com pelo menos um dos olhos a piscar incrédulo.
- Qué isso minina, tá duvidando di mim porquê? Aqui ou ali num sei não, mas eu sou um alien mêmo viu?
- E além disso, - continuo eu ainda não satisfeita - Nunca ouviu dizer que os aliens só falam inglês?
O gajo encolhe-se e ouve-se o ruído metálico das articulações mal oleadas do fato.
- É. Aí cê tem razão. Eu falo inglês também, claro né? Máis, como eu ti disse antes, eu tou de fugida exactamente porque tava fundando lá um partido de alien que não quer mais falar inglês. Então eu fui perseguido por um lobby aqui de pessoal terreno da área 51 que fica com medo de perder o estatuto de exclusividade da caça ao alien, né? Isso no fundo, é só política como cê pode vêr, em toda a galáxia está-se passando isso.
- AH, entendo, e vocês escolheram falar brasileiro?
- É que o português tá assim ficando muito paricido não? Cê não acha? E assim ficava mais fáciu né? Bem, minina, o sol tá nascendo daqui a nada viu? Tenho que mi ir embora mas olhe aí, foi um prazer conhecer viu?
E assim me despedi do gajo que saiu dali rodeado de luzes por todo o lado outra vez. Ainda passou algum pessoal por nós mas era seguro porque estavam todos em ácido e não estranharam.
Este foi sem dúvida o encontro mais invulgar que eu tive até hoje.

where the air is rarified

marília não queria acreditar. Com os pés de molho numa água perfumada, os cabelos enrolados em papel de prata e as mãos entregues à vânia que lhe assegurava 'vai ficar como nova', viu entrar no salão o homem mais cobiçado do bairro. Entrou enorme e bronzeado aposto que anda no solário, indiferente ao silêncio que de repente se fez olha-me aqueles ombros, o ricardo do clube de video avançou sorridente, pisou os cabelos espalhados pelo chão será que está a vir para aqui? e estacou em frente da marília e eu nesta figura, que vergonha.
marília não queria acreditar. De repente o salão ficou às escuras, só um foco de luz branca em cima do ricardo o sorriso os ombros as mãos, a vânia e as outras deslizaram para o fundo ai que me dá uma coisa má, aquele corpo ajoelhou-se à sua frente, a música começou a ouvir-se ao fundo, a vânia e as outras tinham asas nas costas e umas túnicas diáfanas, o foco de luz agora cobria também a marília incrédula, já sem pratas nem pés de molho, uma marília irreconhecível com um homem ajoelhado aos seus pés que a convidou com uma voz perfeita de barítono come fly with me let's fly let's fly away.

Em atraso

Dizer-te que ainda gosto tanto de ti. Que digo sempre (quando conto a tua história e o que ela fez de mim) que tiveste um acidente. Ontem dei conta de que lhe chamo acidente porque quero dizer que não devia ter acontecido. É isso: a tua morte não devia ter acontecido. E foi um acidente o que nos aconteceu a todos.

Desconcertante

Há meses a deixar crescer o cabelo, ando orgulhosa com a farta cabeleira que nunca antes tinha tido. O meu armário tem finalmente uma data de acessórios que passaram a ser usados, espumas, laca, ganchos, elásticos, escovas, escova de enrolar, de esticar, de encolher.

Fui pintá-lo e cortá-lo, uma das frivolidades que mais prazer me dá. A crise afasta a clientela dos salões, éramos menos a usar os serviços que gente que lá trabalha.

Já no fim da mise, magnífica, olho para o lado e reparo na rapariga que se sentou duas cadeiras mais para a esquerda. Estava a arranjar as unhas e na cabeça, ao contrário de um cabelo como o meu, um lenço colorido atado atrás.

Domingo, Junho 21, 2009

It's all in the way you sing

img aqui
O teu presente de aniversário (com uma cereja em cima e o vídeo a acompanhar). Para ti querida múltipla, que és bestial.

Parabéns!

Sábado, Junho 20, 2009

Cuero y sudor*

Al principio ella le evita la mirada. Sabe que esta ahí, que discretamente acaricia su silueta que se balancea. Nota esas caricias a distancia, furtivas, ojos oscuros que, mezclados con los demas, se demoran tan solo medio segundo más en ella. Le halagan, le hace sentirse atractiva, deseada, pero al mismo tiempo culpable, es un deseo que no debiera ser, se resiste y lo aparta, es algo que no está bien.

El ritmo les envuelve, creciendo en intensidad y calor, fuego de muchedumbre que se agolpa y suda. Y ellos van alimentando esa hoguera, con sus cuerpos danzando, sus manos golpeando, sus voces, sus risas Crece y crece, ella lo siente dentro de si, esa necesidad que viene de sus entrañas de liberar su cuerpo, de curvarse en sus propias curvas, de entregarse y hacerse animal. Y ahí está él, fiel y constante, firme, sus ojos encendidos, su sonrisa fiera, sus manos encallecidas, todos sus músculos, sus nervios, sus tendones entregados.

Él sabe que no debiera sentir lo que siente, pero es hierro fundido lo que corre por sus venas ahora, es expresión pura del deseo más salvaje, más indómito, que no entiende de moral ni de compromisos, que es aquí y ahora, huracán de vida, abandono a la sensación, a lo que sería si él y ella...

Y entonces llega ese momento, inevitable, que ambos saben que se va a producir. Con los pies desnudos bien agarrados a la tierra, mojados de sudor, con los corazones dando todo de sí, justo entonces, él la llama. Y ella no puede menos que volverse a él, porque reconoce la llamada, reconoce la voz de esas manos que le cantan. Y empezando de menos a más, jaleado por el círculo a su alrededor, sus manos le cuentan la pasión con la que le iban a coger, a abrazar, a fundir su cuerpo en el suyo, así, embrutecidos y sedientos el uno del otro. Y ella le contesta con un contoneo amplio y enérgico, aceptando ese deseo y exhibiendo el suyo, dando pié a otra llamada, a un beso sordo y cerrado, y se enlazan una en el otro, manos que recorrerían ávidas esos cuerpos que se reclaman, el uno a la otra. Ella se entrega a él, atrapando así su ritmo en su danza, y él la hace vibrar como lo haría haciendola suya, dándole toda su fuerza y su calor. Se miran, ahora sí, dos pares de carbones que se lo dicen todo, se huelen, dos
animales que se juntarían con violencia, ardiendo, casi se rozan, la piel erizada por esa certeza de saber que harían un fuego de piel y piel, de labios que queman, de manos que buscan, de humedad contra firmeza, de respiraciones jadeadas, de abandono y de entrega total, absoluta, carnal...

Cuando ambos caen rendidos todavía queda el rescoldo de lo que hubiera sido, esa pasión no apagada, que ambos saben sin necesidad de palabras. Queda en el aire esa promesa, ese tal vez. La música, como la vida, sigue su curso tras haber celebrado toda la multitud ese momento que quizás solo ellos dos hayan entendido del todo, y ella se vuelve, sabiendo que esos ojos que la dibujan le prometen que, una vez más, ella volverá a bailar tan solo para él.

Quien sabe. Tal vez.

*por Dançando sambinha, vencedor do concurso da sensualidade improvável

and the winner is

Tendo em conta a afluência massiva dos nossos leitores e leitoras ao (fracassado) concurso da sensualidade improvável, o comité das mais que muitas oito e coisa, depois de muito deliberar, decidiu seleccionar só um concorrente. Assim, a bicicleta de hoje vai para.... Dançando Sambinha, um dos nossos atentos seguidores que faz um esforço louvável por comentar em português. O texto vai ser apresentado na sua língua original, o espanhol, e segue dentro de momentos.

Ao dançando sambinha, aquele abraço.

a todxs, um muito obrigada pela vossa participação e até uma próxima oportunidade.

Manhãs submersas

*Foto com direitos reservados

Sexta-feira, Junho 19, 2009

Chamada à recepção




Avisam-se as patinadoras do oito e coisa que há serviço em atraso, pelo que se solicita a sua comparência com a maior brevidade possível.

Quinta-feira, Junho 18, 2009

Trabalhar em casa

Sento-me ao computador com o machado de um prazo em cima da cabeça. O texto ainda demora a acabar-se, bebo mais um café. Uma linha depois, lembro-me da máquina que terminou e da roupa que devo estender. Quinze minutos depois, regresso ao trabalho. Três linhas mais tarde estou perdida, não sei se hei-de dizer amarelo ou azul. Assim como assim, avanço para a cozinha e faço um strogonoff, varro o chão, lavo a loiça. Ao fim do dia, o machado está a 2 centímetros da minha testa. É uma pena não ter pratas em casa. Seriam as mais reluzentes do quarteirão.

[outra] dúvida muito idiota

Porque se chamam macacos aos macacos do/no (?) nariz?

Quarta-feira, Junho 17, 2009

PORRA

QUE ESTE MÊS



JÁ ESTOU FARTA DESTE BLOG.



NUNCA MAIS CHEGA JULHO.......

waiting for the delivery man

É este o modelo, s.f.f. [actualizado]

img aqui
e como estou animada com tão generosa oferta, ainda me lembrei deste filme genial.

Pronto, leva lá a bicicleta

Receita de ovos recheados

cozer os ovos, parti-los ao meio e retirar as gemas.
fazer pasta com atum, polpa de tomate, ervas aromáticas a gosto, sal e pimenta.
rechear as metades de ovos com esta pasta.
polvilhar com queijo e as gemas de ovos desfeitas.
levar ao forno.

retrasada

Nas palavras que a múltipla abaixo fez suas e que me estavam engasgadas;

No beijo de parabéns às múltiplas múltiplas a quem ainda não tinha parabenizado e ao senhor Игорь Фёдорович Стравинский!





Terça-feira, Junho 16, 2009

receita do dia

'Tou farta fartinha até ao tutano da minha alma da onda que se instalou neste blogue: da sensualidade à sexualidade, dos grunhidos dos animais a copularem, dos corpos desnudos (belos e menos belos, pintados e não pintados), das experiências sexuais inolvidáveis, já sei que é primavera e que o verão vem aí não tarda, que há muita gente a precisar de flirts e de namorados, e muito em breve chegará a mais longa noite do ano e então os corpos falarão ainda mais alto e... BASTA!

Mas o que eu queria mesmo era postar o que me apetece e quando abro esta página perco logo a vontade, e já não tenho vontade de o fazer há muito tempo e isso chateia-me. Mas hoje, num acesso de caspa e de hormonas saltitantes, resolvi esquecer o que me paralisa a escrita e vou postar o que me dá na real gana. Hoje, é uma receita de uma sopa (que é o que me apetece fazer e comer quando estou com a neura, e não há nada melhor do que ir passear pela praça de Alvalade e pedir receitas de sopa à minha vendedora preferida*). Amanhã pode ser que me saia uma neura ainda melhor. Me aguardem, because i'm back on the block!

Sopa de alho francês e coentros

- 2 batatas grandes (ou 3 médias)
- 2 cebolas grandes (ou 3 médias)
- 3 cenouras grandes
- 1 talo de aipo (apenas UM)
- 3 alhos-franceses não muito grandes
- 1 molho de coentros

1) descascar as batatas, as cebolas, as cenouras e acrescentar o talo do aipo. por tudo numa panela.

2) migar a parte branca do alho francês muito fininha e reservar.

3) aproveitar a parte verde do alho-francês, partir aos bocados e por a cozer com os outros legumes (não precisa de ser a parte verde toda, mas uma parte substancial) - vd. ponto 1.

4) picar o molho de coentros o mais fino que se conseguir. juntar ao alho francês migado.

5) deixar os legumes cozer com sal q.b. depois de cozido, reduzir tudo com a varinha mágica.

6) deixar a base da sopa levantar fervura e deitar, então, o alho francês e os coentros. acrescentar azeite.

Et voilá!

*melhor que tudo isto só sexo, claro. no need to say.

UHAUHAHUAHUAHUAHUAHUA


Para que não haja dúvidas; elas fazem mesmo barulho! Eu só consegui a imagem mas viva a internet que não nos deixa mentir.

Flight of the Conchords

A sensualidade destes dois meninos neo-zelandeses pode ser improvável mas é imperdível!
Já vai na 2ª série e passa na HBO.
(está disponível para download nos habituais suportes para trafulhice alheia)

Éne

Em frente a uma máquina de café, esperava a redenção da cafeína automática. Atrás de mim, uma rapariga impacienta-se e diz

- Esta máquina de café demora éne.

Imagino-a encostada ao namorado, os caracóis loiros no ombro dele. Hesitação, medo mas finalmente a coragem para lhe dizer entre suspiros

- Amo-te éne

Segunda-feira, Junho 15, 2009

Eyes Wide Open!

Por mais que queira evitar o tema do desaire eleitoral da passada semana, obrigam-me a não poder. E não posso porque me chocam as faltas de humildade e de verdade e a consequente snobeira que delas advém.
É que, ao cabo de uma semana, continuamos a ouvir falar da vitória do partido dos secos por oposição à derrota do partido dos molhados.
Por favor! Já que o descrédito do povo no sistema partidário chegou ao ponto a que chegou seria bonito admitir que todos perderam, apenas uns mais que os outros.
Mas não! Gargarejam-se umas merdas de umas teorias de acordo com as quais o saloio do português não entende a Europa e a importância destas eleições na sua vidinha, ou que o calendário foi o grande responsável dado o número de feriados, pontes e mais o sol e o bom tempo que ainda iria chegar. Podem ainda acrescentar-lhe a quantidade de portugas que toma xanax para aguentar as agruras da vida mais aqueles que ainda só dão no valdispert, estando todos demasiado adormecidos, e reunem todos os argumentos que justifiquem uma abstenção de quase 70%.
Pois eu, por mim, APETECE-ME DIZER ALTO E BOM SOM QUE NÃO FUI VOTAR PORQUE NÃO QUIS E QUE NÃO QUIS PORQUE NÃO ACREDITO NOS ACTUAIS POLÍTICOS que não me esclarecem nada sobre coisa nenhuma.
Será que pensam mesmo que somos cretinos?
É que eu ando na valeriana sim, mas temo que este discurso de vitória, ouvido como um disco riscado, acabe por funcionar como uma inevitabilidade, ainda que continuem a dizer absolutamente o mesmo ou seja, nada.

Conspirações


Minutos depois de ter sabido que não havia sido convidada para uma vernisage da minha roda de amigos, abro a página do mesenger e leio: "Dois amigos seus acham-no estúpido.". Rendi-me. Nem quero sequer saber se são amigos que fazem parte da mesma roda. Fui bater à porta de uma outra organização.
Lá dentro estou eu, o Zezito, o Vital que aparece de quando em vez mas que acaba sempre corrido à tomatada e à esguichadela e mais uma meia dúzia de incógnitos tomados por complexos persecutórios incontroláveis.
O que será que apareceu primeiro: o ovo ou a galinha?

escrito no corpo

fotografia daqui

Domingo, Junho 14, 2009

em suspenso

foto de Spencer Tunik, aqui

Desafioooo

'O encontro mais invulgar' é o desafio. A data é 22 de Junho, segunda-feira. Vamos a isso?

Presente para a querida múltipla M

Parabéns com Tom Waits querida amiga.
*foto com direitos reservados

Eles são

Provavelmente os mais sexyuais de todo o Portugal Eles são Tocha e Pestana

http://www.myspace.com/tochapestana

fantasia animal

(um exemplo das sempre fascinantes associaçoes do gugal, neste caso com o mote alguidar+sexo)

Toca piano e fala francês, inglês, espanhol, italiano, alemão, bloguês, sitemeterês, facebookão

Era uma vez vários gatos malteses, um cão serrano, uma casa com jardim, uma família numerosa, um rádio de ondas curtas, irmãos mais velhos e irmãs mais novas, o mar ali ao lado, e tantos livros para ler, ainda mais música para ouvir, amigos em farta e uma capacidade infinita para gozar isso tudo. Resultou numa cultura enciclopédica, uma relações públicas eficaz com o zé da esquina ou com paulas bobones, um sentido de humor perspicaz e certeiro, uma mulher que conserta o que se parte, apenas perde o que não é essencial e tudo transporta. Porque sabe que a vida é composta por mudança, tomando sempre novas qualidades.

Sábado, Junho 13, 2009

E o barulho que fazem?

(Esta é da minha autoria pelo que ninguém poderá reclamar.)
Alguma vez ouviram estas criaturas emitir um único som? Pois garanto-vos que se fazem ouvir quando fornicam.
Sensuais? Não me pareceu. Mas leeeeeeentas... sim.

Na estrada


imagem daqui

No avião

Passada a excitação infantil dos primeiros tempos, andar de avião tornou-se apenas naquilo que é: a necessidade de transporte. Andava entre cá e lá, ali e além, com a calma inusitada da indiferença resignada. Era-lhe indiferente o handling, o atraso, a pontualidade, a carga, a requentada comida gelada. Como tinha aprendido num filme, “it´s beyond my control”.

O que sempre se manteve igual foi a repulsa perante o passageiro do lado. Não, não era bem repulsa. Seria, talvez, a tal indiferença. Ou, melhor, a necessidade de o seu mundo não ser sujeito a uma invasão bárbara pelo cotovelo, pé, baba ou ressono alheios. Odiava a indecisão da adormecida cabeça em tombar, ou não, em cima do seu ombro. Temia especialmente o cheiro, a mistura a suor com o “impulse-rosa-única-e-muito-muito!-doce-da-floresta-tropical” ou com o “axe-macho-latino-irresistivel”, entranhado nas orgulhosas fibras sintéticas!

Qual “Turista acidental”, sacava do seu livro de bolso, milimetricamente contado à dimensão da carteira. Em viagens maiores, quando a leitura se esgotava e a cafeína das horas de espera surtia efeito, encostava a cabeça e imaginava a vida alheia, espreitando a visão periférica. A imaginação era preguiçosa porque, afinal, eram todos iguais. Os pseudo-qualquer-coisa na primeira, na outra os iguais a tantos outros, os alternativos, os da moda, a tímida estudante ou o adolescente borbulhento, enfiado em indumentárias extraordinárias pelo preço que custam e pelo aspecto mendicante que têm.

Estava neste exercício quando, um dia, reparou nos simplórios no outro lado da coxia. Ela, peituda, atarracada, com o carrapicho das criadas de fora do século passado e o brinco com a inefável pedra vermelha (nunca a conseguiu associar a nenhuma pedra preciosa conhecida!). Ele, de camisa branca coçada de manga curta, impecavelmente vincada pela sua Dona, as calças do armazém da terra e o cinto carcomido na fivela de uma vida a uso. Os dois com as mãos grossas, rugosas, calejadas, com as alianças quase a provocar a gangrena no dedo do respeito. Olhou melhor para as mãos. Mais do que rudes, eram brutas, pesadas, maciças. E, sem um aviso ou uma palavra, elas procuraram-se. Deram-se uma à outra. Apertaram-se. Entrelaçaram-se com a força bruta de chave do outro. Percebeu que não eram eles que lhe eram indiferentes. Era ela que era indiferente para eles.

Gaze

Sensualidade é uma coisa muito improvável em mim. Nada me apetece menos do que lembrar-me que tenho corpo, pernas mãos e braços. Sou uma gaze, com pequenos e quase invisíveis buracos, sou um resto dos anos oitenta largados no mar dos anos dois mil, uma gaze branca que não sente, não toca, não saboreia. Ou talvez seja um bocado de madeira arrancado a qualquer coisa, um ramo de uma árvore ou um pedaço de um móvel que nem sei qual é, um pedaço de madeira que é quase oco de tanta ausência. Quero que se lixe a sensualidade, não há coisa mais improvável do que os enganadores sentidos.

Fo-oo-de-me,


dá-me to-do o teu a-zei-te, li-ber-ta os pa-ra-fu-sos...

Sexta-feira, Junho 12, 2009

Este mundo são dois

Sala de live sex e de orgias no submundo. Muitas pessoas à vista. Uma dezena delas em frente a um palco onde desfila gente colorida e exuberante que dança na fila de postes de strip, observa em silêncio, manda piropos menos elegantes, oferece gorgetas à/ao bailarino favorito. A sala é enorme e azul, no chão, no tecto, nas paredes e além do palco grande tem outros mais pequenos e circulares espalhados por ali, onde pessoas que não sejam funcionárias da casa podem também tentar a sua sorte a dançar. Para além desses, existem também duas ou três pequenas arenas, rodeadas de almofadões. No meio delas, pessoas nuas também dançam para um ou outro assistente e numa delas, duas pessoas fazem sexo ao vivo para quem quiser ver. Observo uma sala contígua cuja entrada é tapada por cortinados vermelhos grossos e entro. A sala é também enorme e, desta vez, a cor predominante é o preto. Aqui há muita gente nua em actividade sexual a solo ou em grupo e algumas manifestações de bdsm, com pessoas enjauladas e uso de chicote e correntes. Volto à sala principal, onde uma grande maioria deambula a tentar a sua sorte no engate para uma one night stand. Respondo um não imediato às propostas mais directas e depois entretenho-me a falar com um tipo novato que quase dá a volta ao mundo linguístico para acabar a perguntar o mesmo que os outros tinham feito em dois segundos. Volto a dizer que não, não deixando de apreciar o esforço e de repente o meu olhar é desviado para um dos pequenos palcos circulares ao fundo da sala onde um homem está a dançar. Nas colunas está a passar Prince, que por si só chama ao erotismo, mas este homem move-se bem. Veste umas calças de ganga e uma t-shirt simples, cinzenta. O cabelo negro toca-lhe os ombros. Tem os braços levantados e as duas mãos atrás da nuca. As ancas mexem levemente, ondulantes e, de cada vez, a t-shirt sobe e deixa-me ver o umbigo e aquele ponto da barriga que toca o cinto das calças. E assim, de repente, da forma mais estranha possível, o mundo virtual parece desaparecer e eu vejo-me a querer, a desejar, a sentir o corpo a pedir, a deixar a minha boneca aproximar-se de forma perigosa, de forma inegável, aterrorizada por ele ter uma voz por trás do boneco, não querendo de todo conhecer outro corpo que esteja por trás daquele boneco, o que eu desejo é aquela forma virtual, desejo aquele homem virtual, aquele boneco, avatar, eu boneca, avatar, eu em frente do computador, eu, a minha boneca que não sou eu sendo eu, dentro da minha realidade inviolável, cedo às tentações da sensualidade mais improvável de todas. E fujo dali assustada com esta evidência, ao fim de dois anos de permanência em jogo sem nunca me ter sentido invadida desta forma. Fujo dali para repensar a imensidão da fragilidade humana.

A outra senhora

E eu que tinha pensado que tudo seria igual até ao dia em que o onofre se fosse, e afinal tem de me aparecer uma puta qualquer à esquina. Uma pessoa está sossegada na sua vida, os jantares em frente à televisão, a barriga dele que não pára de crescer, os roncos que me acordam à noite, mas uma pessoa aguenta-se nas curvas, afinal de contas ele não vai para novo e qualquer dia deixa de me acordar à noite e a sentar-se calado na sala a olhar para ontem, qualquer dia sou só eu pela ordem natural das coisas e finalmente estes anos de solidão acompanhada ficam a valer a pena. Estava eu tão sossegada e descubro agora que uma cabra se pavoneia com o onofre pela baixa, contou-me a minha tia que soube por uma mulherzinha qualquer que lhe ligou para casa. Cá para mim é uma amiga daquela mula, o onofre sempre teve um dedinho para escolher mulheres que faz favor, havias de ver a gaja antes de mim, uma dondoca armada em senhora que nem piou quando lhe fui arrancar o homem de casa, o onofre de rabo entre as pernas a fazer a mala, eu a dizer das boas àquela desgraçada que nem uns saltos altos sabia usar e a gaja com cara à banda, cá para mim devia estar com medo que lhe fosse aos cornos, uma cobardolas armada em fina que nem sabe lutar pelo seu homem. De forma que agora fico é muito calada, a putéfia deve estar à espera que eu faça uma cena ao onofre e ele vá a correr para ela, mas está muito enganada. Logo à noite ponho o vestido verde e o meu melhor sorriso e vou encostar-me ao onofre como se ele fosse o último homem da terra, esqueço a barriga, esqueço os quase sessenta anos, esqueço a putéfia que o persegue, e daqui ninguém o arranca nem à lei da bala, o homem é meu e eu não sou de baixar os braços com a primeira lambisgóia que se atreve a mostrar as unhas.

voucher alguidar

tu escolhes e mandas-nos a conta, querida múltipla dos anos, e mandamos o giraço do dylan ir entregar-to a casa, ou se nao puder ser vai mesmo pelos CTT, parece que também fazem boas entregas.

Viva quem não resiste

alma de gata em corpo de girafa, olhos de lince e borboleta, mãos mágicas que transformam matéria em arte. Com angústias existenciais a cada dois por três e gargalhada em riste para enfrentá-las, tem um dia a mais que ontem  e um a menos que amanhã.  Viva quem não resiste à vida e a destila como melhor pode e sabe.

Quinta-feira, Junho 11, 2009

A Curte

Porque é que já ninguém pergunta , -Queres curtir comigo?
Bem sei que já não temos 13,15,17 anos e que as exigências são outras, e que blá blá bla´...

Mas dantes era bem mais fácil.
Achavas alguém giro e pronto:-Queres curtir comigo? Sim ou Não. Os mais bem educados ou que eram nossos amigos poderiam arranjar uma desculpa sempre curta para o Não, tipo gosto de outra miúda não dá pá! Se a resposta era um Sim era só marcar os pormenores logísticos, tipo às 15h atrás do pavilhão B, ou se era numa festa começava ali mesmo, pronto.
A curte é de facto uma coisa boa e simples.
Não é preciso grandes conversas vai-se directo ao assunto, sabe-se que não é um grande compromisso, pode durar uma tarde, um dia, uma semana, meses ou até anos (eu própria tive uma curte de um ano imaginem, e nunca me atrapalhou a vida)....tem-se um momento bem passado e já está!
Nunca imaginei que ter trinta anos fosse tão difícil pelo menos neste tipo de assuntos. Afinal o que é que as pessoas querem ? Compromissos? Principies e princesas? Brincar às casinhas?

No outro dia perguntava a um amigo isto mesmo porque é que dantes era tão fácil curtir, e ele sabiamente respondeu-me, - Porque naquela altura não tínhamos nada para dizer uns aos outros.
È verdade. Mas e agora temos?
Eu na realidade não tenho grandes coisas para dizer a um desconhecido, nem na maior parte das vezes me apetece saber coisas sobre ele, é preciso sempre tanta conversa .....podia-se sempre começar a curtir e depois ia-se falando, acho que era mais fácil e poupava muita ansiedade e desilusão.

O que acham de eu começar por ai a perguntar aos gajos giros se querem curtir comigo?
Acham que dá resultado ou parece mal?

Deve ser por amor, que interesse não tenho nenhum

O casamento por amor foi uma das grandes conquistas do século XX, disse Daniel Sampaio no lançamento do Movimento pela Igualdade e que pode ser lido na revista do Público (ou no link que deixo).

Subscrevo o que é aí expresso, letra por letra. Por vezes dedico-me a pensar o que seria se eu não pudesse dizer às pessoa que namoro com o Manel, não por ser o Manel e ser má pessoa, mas pelo simples facto de ele ser homem. Ou de como seria a reacção da minha família, dos meus amigos, dos meus companheiros de trabalho, se em vez de me encontrarem a passear na praia com o Manuel me vissem de mão dada com a Eduarda, cabelos compridos e ancas a menear ao lado das minhas.

Não tem a ver com a troça que as pessoas fazem do que se passa entre a intimidade de pessoas do mesmo sexo, o que farão ou não umas às outras nas suas partes escondidas para se darem prazer, ó valha-me nossa senhora. Tem a ver com acharem inacreditável que se possa ter uma relação séria, de convivência, de casa e pucarinho, de casamento sem poder assinar qualquer papel.

O casamento por amor foi uma conquista, também o foi a convivência sem ter de casar para os heterosexuais. Eu posso escolher ser casada ou amancebada se namorar com o Manel, mas não posso escolher se for com a Eduarda.

Dir-me-ão que o casamento é um detalhe. Ou que deixem os homosexuais assinar um papel mas chamem-lhe outra coisa que não casamento. Já agora, que lhes chamem outra coisa que não namorados. E que tal chamar-lhes outra coisa que não cidadãos?

Quarta-feira, Junho 10, 2009

Ser Pessoa

"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."

Ricardo Reis

Desabafo

Endireita-te, não andes tão curvada, vai-te pentear, vai por água-de-colónia e pó-de-talco, vai cortar o cabelo, olha que esse cabelo não te fica nada bem devias apanhá-lo, a cara não fica bem com o cabelo, o cabelo não fica bem comigo, a tua cara não fica bem comigo, a tua cara não fica bem com os meus genes, não és nada daquilo que idealizei e quis. E no entanto aqui te tenho. E és filha minha .

Terça-feira, Junho 09, 2009

A senhora

Ele dizia que era divorciado, que vivia com uma filha crescida que andava deprimida, dormia em minha casa mas nunca me levou à dele porque a rapariga sofria dos nervos e não suportava ver o pai feliz e acompanhado. Um dia uma colega contou-me tudo à hora do almoço: ele era casado com uma labisgóia qualquer. A folha de alface até se me encravou na garganta, mas mesmo assim consegui fazer perguntas apesar da falta de ar ou de chão ou dos dois, e fiquei a saber que aquela cabra era muito falada, diz que já tinha dormido com tudo o que era homem lá do serviço mas que lhe saiu a sorte grande com aquele homem mais velho, com dinheiro a rodos e quinze anos a mais. Eu não sou parva nenhuma e comigo ninguém faz farinha, eu não ia deixar o onofre lá porque era casado. Descobri o telefone da tia daquela ordinária e fingi-me amiga da cabra. A mulher disse que a belinha estava de férias com ele, o sacana tinha-me dito que ia a um congresso e eu burra fui na cantiga e vai-se a ver estava com aquela puta a apanhar sol. A tia era outra que tal, uma ordinária como a sobrinha, então vê lá que me disse que a belinha agora estava bem na vida, que quando o onofre fosse desta para melhor ela podia deixar de trabalhar à conta do dinheiro com que ficava. Eu não me aguentei e meti veneno, que estava preocupada com a sobrinha porque sabia que o onofre estava muito apaixonado por uma rapariga mais nova, que era visto com ela na baixa e só faltava babar-se a passear o novo amor que parecia manequim de tão bonita que era. Deixei a tia com a pulga atrás da orelha e desliguei. De modos que agora estou aqui à espera do onofre, um homem como aqueles não tem lugar ao pé de uma desgraçada como aquela mula, o que ele precisa é de uma senhora. E senhoras só eu e a minha mãe.

"Thoughts in time and out of season
The Hitchhiker
Stood by the side of the road
And leveled his thumb
In the calm calculus of reason"

James Douglas Morrison

Simplicidade Improvável

Hoje acordei sem vontade de fazer nada.
Estive literalmente a procrastinar no trabalho.
Não me apetecia responder a perguntas difíceis.
E tinha sono.

Mas algo me acordou.

É impressionante como uma simples frase como "Tu atrais-me." ser suficiente para me fazer esquecer do meu desânimo.

De repente, tudo se tornou mais fácil.

Agora que já aconcheguei o ego, caras múltiplas se me dão licença, vou trabalhar.

preocupação

Depois de postar "a posta de domingo na terça de madrugada" decidi fazer o tal testezinho do europrofiler.
Já agora o que é que eu sou?, perguntei-me eu convencida que a resposta tenderia para o niilismo. Não!
sabem o que deu?

estou entre os comunistas e os monarcas...........

o que é que se passa comigoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo?

Posta de domingo na terça de madrugada

Épa eu não fui votar!

1º não sabia muito bem o que se andava a passar, porque:
1-a) não tenho televisão
1-b) não tenho dinheiro para jornais
1-c) também não tenho pachorra para ver os jornais online
1-d) depois também me irritam os jornais
1-e) não vou todos os dias ao pub (porque não tenho dinheiro para a carlsberg ( que é sem dúvida a melhor cerveja do mundo, na minha opinião é claro)) que é onde leio o jornal quando me apetece ler e que geralmente é a sexta-feira por causa do suplemento
1-f) e o amigo que me vai mantendo informada acerca destas coisas não me falava

2º como boa precária que sou estava a trabalhar no domingo

3º como boa urbana que sou estava com meia ressaca porque tinha ido sair na noite anterior, vá lá não estava com a ressaca total (porque não tinha dinheiro para copos) o que no fim até foi positivo

4º já não acredito na política, nos partidos, na democracia e em porra nenhuma

5º continuo a achar que não votar é em si um “statement” apesar de sempre me dizerem que não e às vezes até me convencerem disso

6º sinto-me mal por não ter ido votar

7º estou-me a cagar se não fui votar

8º estou fodida, a minha vida está fodida e os betinhos do parlamento vão ganhar milhares de euros por mês (esta é com dose de dramatismo para colorir a posta não se preocupem)

9º o que eles ganham num mês eu preciso de mais de um ano de trabalho para conseguir

10º os betinhos do parlamento são uns filhas da puta que nunca andaram de transportes públicos ( a não ser o pachola do Louçã para mostrar que é fixe e que é do povinho também), nunca tiveram de tomar banho de água fria a meio do mês por falta de pagamento do gás, nunca tiveram de deixar de estudar por não ter dinheiro para a propina e quando comem um bitoque de certeza que não sentem que estão a cometer um pecado mortal porque aquele dinheiro poderia servir para outra coisa mais importante

11º são uns filhas da puta que decidem a vida do pessoal sentados numa cadeira confortável e vestem fatinhos bons e confortáveis também

12º “#»«”#$*»?(&%$”%&/”O)**##

13º Esta posta está uma merda, e cheia de lugares comuns mas é isto que eu sei, que eu sinto e que me digno a pensar acerca de política. Para mim é uma seca uma seca uma seca uma seca.
Sei que devia ter votado porque se pessoas como eu não votam as leis europeias vão-se tornar uns monstros em relação aos direitos e igualdade dos cidadãos.
Mas preferia não ter de votar porque me parece tudo uma merda, uma fantochada e muitas vezes uma obrigação.
E como continuo a dar uma no cravo e outra na ferradura penso ser melhor terminar esta posta.
Despeço-me então com amizade e alegria por vos ter dado a conhecer mais uma visão, muito pouco brilhante diga-se de passagem, acerca deste assunto.(o meu pai matava-me se soubesse que eu escrevi isto)

Um bem haja a tod@s. (e esta foi para irritar)

Segunda-feira, Junho 08, 2009

Tac

hoje diz para aí um calendário que tenho postar, tic-tac, mas estou desde manhã, tic-tac, a pensar que o tenho que fazer, tic-tac, e não se me ocorre nada para dizer, tic-tac, e o relógio a olhar para mim, tic-tac, e eu a olhar para o relógio tic-tac, muito em breve já só faltam 5 horas para o final do dia, tic-tac, e eu não consigo vencer a ausência de ideias (ou de uma só, vá, que eu já nem pedia mais) tic-tac, ainda por cima com tanta posta hoje, tic-tac, será que me posso escapar à obrigatoriedade imposta por aquele calendário, tic-tac, e agora só me lembro de uma piada que um dia postei e que dizia assim:

conheci um homem que tinha um tique. como lhe faltava o tac não podia ser relógio.

O (meu) papel

Irritava-me quando se referiam ao meu árduo e suado - mas todavia lindo! - trabalho como "os papéis". Do género "oh doutora, o doutor precisa já dos papéis!". Mas hoje fiquei contente. É que finalmente percebi que, por mais que faça, o meu trabalho será sempre "o papel" e esse, se não vier da Casa da Moeda com valor facial, toda a gente sabe que não interessa. Sou livre!!

perfil europeu

ontem uma múltipla ajudou-me  a descobrir qual é o meu perfil europeu. E qual não foi a minha surpresa ao ver que afinal estou mais próxima, não do partido de oposição em quem sempre voto, mas daquele partido muito humano com aquela que não posso dizer o nome para não activar um segundo ataque de caspa da minha múltipla.

Aqui fica, para quem quiser conhecer o seu perfil europeu: http://www.euprofiler.eu/

a irritação de hoje vai inteirinha para

o bloco de esquerda. Irrita-me o ar de padreca do louçã, o ar de espevitada-que-gira-e-pertinente-sou-eu da ana drago, o ar de ganzado bonzinho do miguel portas, o aspecto de barbie que abusou do rimmel da amaral dias, o ar de dominatrix disfarçada de menina boa da marisa que foi eleita. Irritam-me as propostas populistas que cativam os urbanos-da-esquerda-automática-que-modernos-somos-nas-nossas-causas. Irrita-me que quase todas as pessoas que me rodeiam desistam de pensar pela sua cabeça e engulam com um sorriso na cara todas as parvoeiras do bloco de esquerda.

a minha maior

embirração actualmente, é esta coisa que dá pelo nome de Berlusconi. consegue superar folgadamente a outra que tenho pelo Alberto João.

Domingo, Junho 07, 2009

especial eleições

Sem dúvida, as leis alteram o quotidiano dos seres humanos. Há algumas décadas, uma lei em Nuremberga traçou a tinta de ódio uma crua e cruel fronteira entre vizinhos, amigos, desconhecidos e os judeus foram vitimas de um sistema ideológico que lhes negava a condição de ser humano. Hoje em dia continuamos a não ser capazes de apagar as fronteiras entre as cores das nossas peles, o sexo que o nosso corpo recebeu ou a terra onde nascemos. As nossas coordenadas geográficas, cromáticas, genitais e sociais facilitam-nos ou dificultam-nos o acesso a sonhar e a construir uma vida digna e prazenteira, em igualdade de condições com os outros seres com os quais partilhamos a mesma cidade, país, continente ou planeta.


Talvez deste lado de cá desta europa civilizada, ainda tenhamos medo de perder o que nunca foi nosso, a assumir-nos como indivíduos e não como máquinas produtivas ao serviço de uma engrenagem de poucos rostos que se alimenta de muitos e muitos outros, talvez não seja ainda fácil reconhecermos-nos como iguais e não como superiores a qualquer outro ser deste planeta.


Talvez por isso nos dêem mais segurança os pais autoritários e conservadores, moralistas, mas que oferecem a segurança necessária para muita gente que neles hoje votou. Ou talvez seja o descrédito nos sistemas políticos que herdámos de todos os nossos antepassados e que não sentimos como nossos, mas como não temos termo de comparação com outros e fascismo e ditadura são palavras perdidas nos labirintos dos livros de história, talvez por isso hoje não tenhamos ido votar ou então votámos naqueles partidos que pelo seu radicalismo para um lado ou para outro, nos fazem acreditar serem os únicos que trazem a força que vai mudar as nossas vidas.


Vamos ter uns longos anos até às próximas eleições para o parlamento europeu mas, ainda que hoje a preocupação me faça custar dizer isto, confiemos que como humanidade saberemos distinguir e defender os nossos princípios e valores fundamentais.

Santa maria,

fotografia de Sebastiao Salgado
cheia de graça, coração e coxas abundantes, Obrigada por mais este dia de encontros corporais, telefónicos,imaginários,  ausentes,  com os vivos e mortos que estão no meu coração, obrigada por mais um dia de VIDA. 
Santa linda, mãe como todos nós, não nos deixai cair na tentação do derrotismo, do facilitismo, do cepticismo viciante, do individualismo e do egotismo e rogai por nós simples viventes agora e na hora da nossa morte. Ànossa.

Sábado, Junho 06, 2009

Domingo

são as eleições europeias, um boa dia para recordar que a lei das 65 horas de trabalho ou a privatização do acesso à internet, dois exemplos recentes, só não foram aprovadas por causa do parlamento europeu e de toda a pressão cidadã que se fez em torno a estas duas questões. Uma parte cada vez maior da legislação e princípios que nos regem enquanto sociedade, comunidade, indivíduos, é decidido no que amanha votamos. E podemos escolher entre propostas mais conservadoras e fragmentizantes ou propostas que, melhor ou pior, apostam a uma maior igualdade entre todas as pessoas. Com todos os cinzentos e cruzes que existem pelo meio, amanha é um dia importante para definir posições, para definir uma parte muito importante da nossa vida, o mais possível aproximada ao que desejamos.  

nem sete sem oito

a pedido de várias familias, no próximo sábado, dia 13 do corrente, desafia-se a sensualidade improvável a saltar para este canto à beiraesfera plantado.

Agradece-se à Solvay

Cento e muitas vezes que tive de escrever o que o menino x tem de bom e o que o menino y tem de menos bom, depois de milhares de marcas a rosa framboesa (que eu não gosto do vermelho para estas coisas) em centenas de folhas;
o meu chefe, que nem sequer aprendeu a fazer legos em criança, mas que decidiu brincar com os horários de toda uma equipa na qual, por acaso, eu me incluo;
as reuniões que me fazem perder horas da minha vida e quilos da minha paciência;
noites curtas e mal dormidas;
centenas de crianças em êxtase pelo aproximar do fim do ano umas, pelas hormonas outras;
a chuva que torna;
a adolescente que tem várias indumentárias a experimentar antes de sair de casa, logo pela manhã;
o carro que tenho, invariavelmente, atrás do meu quando saio de casa, atrasada para não variar (e eu que olho o senhor fixamente e lhe digo, com ar-de-quem-acaba-de-pôr-um-ovo "não volte a fazê-lo");
a menina da loja de acessórios que decidiu embirrar comigo e, portanto, eu decidi embirrar com ela;
a imagem que o espelho me dá a cada noite mal dormida;
a mulher a dias que contraiu "gripa" e que não põe cá os côtos há uma semana;
os calendários que me obrigam a fazer coisas que acabo por nunca cumprir porque tenho milhares de outras coisas a fazer e muito importantes e porque a idade já não permite deitar a mão a tudo como o fazia outrora (isto é mesmo assim sem vírgulas não vale a pena corrigir);
a ginástica a que não consigo ir por falta de tempo ou por falta de colaboração da família que conta sempre com a minha colaboração para poder ir à sua;
Isto, e muito mais a que tive de sobreviver esta curta semana, que parecia não ter fim. E o que tem a Solvay a ver com isso? O facto de produzir um extrato seco de raíz de valeriana absolutamente indispensável à minha sobrevivência e à dos que me rodeiam. Uma vez mais, obrigada.

Sexta-feira, Junho 05, 2009

A massagem II

Passado uns bons minutos, nos quais tive tempo suficiente para ler e reler o meu questionário e concluir três vezes que não tenho uma vida saudável mas que gosto muito dela, a sra. massagista m. da massagem hiper-especialíssima, chamou-me e levou-me até uma sala castanha, vermelha e cor de laranja com cheirinhos a incenso. Pediu-me que me despisse toda e vestisse unicamente umas cuequinhas de papel e quando estivesse pronta pusesse um cordel na porta. E assim fiz, nua e de cuequinha de papel numa sala no meio de um centro comercial, pus o cordel na porta e corri até à marquesa da massagem.
A senhora m. chegou e começou por me explicar o ritual da sessão. Consistia numa massagem anti-stress com o intuito de aliviar as zonas mais tensas do corpo, era uma massagem unicamente de costas e a primeira parte baseava-se no varrimento das más energias. Ora aí está uma coisa que devo precisar, pensei eu. Mas o que será o varrimento? A senhora m. provavelmente habituada às caras perplexas das pessoas, explicou-me de imediato que o varrimento não se tratava de uma massagem mas sim de um exercício de relaxamento que antecedia o amassamento e que durava metade da sessão. Feitas as explicações, chegara a hora da sessão bio-energética.
Deu início à sessão de varrimento, que no fundo baseava-se apenas em palmadinhas desde a ponta do pé ao pescoço que me provocaram um ataque de riso muito difícil de conter e esconder, principalmente na parte em que a senhora m. dava chapadinhas no meu rabo que começava a ficar vermelho. Eu, que nunca fui pessoa adepta de palmadas, naquele momento só consegui pensar nas ocasiões mais ordinárias em que aquelas palmadas fariam algum sentido. Mas o varrimento continuava e eu começava a achar que isto das bio-energias não era para mim, porque de facto as ditas palmadas podiam ser relaxantes mas eu não conseguia usufruir das mesmas. O problema devia certamente ser meu.
O meu monólogo interior continuava, agora rezando para que o varrimento passasse e o bendito do amassamento chegasse. E chegou, apesar de eu por essa altura já estar a ter alguns problemas para respirar e a sentir-me bastante dorida. Diga-se de passagem que apesar de rápido, aquele foi um bom amassamento. Quando eu estava finalmente a sentir as minhas bio-energias a ficarem mais calminhas, coitadinhas, a senhora m. disse-me que se eu quisesse podia ir para a sala de relaxamento pois ela tinha uma marcação a seguir.
Sozinha, deitada na marquesa com as cuequinhas de papel e besuntada de um óleo nhaca-nhaca, a última coisa que me apetecia era voltar para a sala de relaxamento com cheiro a chá de canela. Por isso, tirei as cuequinhas de papel e vesti a minha roupa, que nunca me pareceu tão bonita, e voltei para casa.
E foi em casa, deitada na minha cama, depois de um cigarro, que concluí que o melhor amassamento para as bio-energias é sem espaço para dúvidas, o sexo (o bom sexo, entenda-se). Com ou sem varrimento, com ou sem incenso, com ou sem óleo nhaca nhaca, o sexo é bom. Não preciso de responder a questionários acusatórios da minha má vida, e é muito mais relaxante.
Pode ser que para o ano, quando celebrar mais uma Primavera, a minha amiga a. me ofereça um voucher para uma esplêndida noite de sexo.

A massagem I

Há quase um mês, celebrei a minha presença neste mundo desde há poucas dezenas de anos. Para comemorar tal feito, a minha boa amiga a. ofereceu-me um voucher para uma massagem bio-energética. Eu, que ignorava o que isso quereria dizer, dirigi-me ao centro de massagens plantado em pleno centro comercial lisboeta, e sorridente fiz a marcação para a minha massagem das bio-energias. A dita massagem era, segundo me foi dito, hiper-especialíssima feita unicamente pela sra. massagista m. e portanto teria de esperar uns dias para receber o bendito amassamento das minhas carnes.
Os dias passaram-se ansiosos na expectativa da massagem que prometia aliviar-me do stress das obrigações profissionais e das inutilidades emocionais. Chegada a hora, lá entrei eu no centro comercial, airosa e feliz pela minha pré-postura zen. Passado o tumulto da restauração, das criancinhas a berrar e das mães "ó joão não corras!", subi as escadas rolantes e entrei no centro de massagens.
O shopping ruído fora agora substituído pelos piu pius dos passarinhos enquanto a água corria nos rios e o vento soprava, na faixa 4 do cd do relax. A senhora da recepção mais a sua voz monocórdica, perguntou-me se se eu era a sra. que tinha marcação bio-energética, ao que eu respondi triunfante: sim! Pediu-me, então, que tirasse os meus sapatos e deu-me uns chinelos de papel para eu ir para a sala de relaxamento preencher um questionário.
A sala de relaxamento seguia os contornos estéticos da recepção, paredes castanhas e chão preto com fotografias macro clean de plantas e uns divãs aero-dinâmicos-qualquer-coisa. Servi-me do chá que amavelmente me foi oferecido e sentei-me na cadeira. A escolha do chá revelou-se péssima, pois assim que o aproximei da minha boca, senti o cheiro a canela intenso que começava a fazer-me comichão nas narinas. Resolvi, que o melhor era esquecer o chá e dedicar-me a preencher o inquérito.
Perguntavam-me primeiro por alergias, ao que respondi "canela". Nada mais adequado. Depois, as perguntas seguiam-se. Tem peso a mais? Sim. Leva um estilo de vida saudável? Não. A sua alimentação é regrada? Não. Passa muito tempo sentada? Sim. Fuma? Sim. Bebe? Sim. Bebe café? Sim. Começava a achar que talvez aquele não fosse o melhor sítio para descomprimir, até porque o divã aero-dinâmico-qualquer-coisa me obrigava a estar deitada e deitada não consegui ler bem as perguntas e muito menos escrever as respostas. Por esta altura, a minha adrenalina já tinha aumentado em vez de ter acalmado...

food compensation

Durante uns anos, o meu corpo pediu-me muito isso. E eu dei-lhe. Dei tudo o que podia, fosse doce, salgado, agridoce ou indefinido. E não é que, como paga, o ingrato me cria, sem qualquer aviso prévio, um robusto pneu em plena época balnear?!

Pergunta ao acordar

Mãe, achas que nós somos só um filme que passa numa televisão de gigantes?

Quinta-feira, Junho 04, 2009

Potencialidades do alguidar

O alguidar é um objecto extremamente interessante.
Pode conter água, leite, vinho tinto ou chantily.
Nele podem dar-nos banho, como faziam as nossas avós, mas de uma forma extremamente sensual. Imaginem um homem lindo a esfregar-nos chantily francês pelo corpo todo, ou com uma pequena esponja natural trazida do Pacífico passar-nos sensualmente com vinho tinto pelos seios, ou ainda, com um pequeno púcaro esmaltado da Rússia verter-nos leite pela cabeça abaixo.
Tudo isto terá de acontecer connosco sempre dentro do alguidar, como é obvio, que convém ser grande para cabermos lá dentro, para poder conter bastante do líquido escolhido e também para não desperdiçar. Aconselha-se que o alguidar seja de zinco pois é mais resistente e bonito.
Em seguida será a nossa vez. Iremos ajoelhar-nos, sempre dentro do alguidar, e rezar como manda a lei, neste momento seremos nós a espalhar um dos líquidos pelo corpo do senhor.
Ele estará fora do alguidar porque este será o nosso território de acção.
Podem imaginar coisa mais sexy do que uma mulher de joelhos dentro de um alguidar mergulhada até à zona púbica com leite e a fazer o respectivo serviço atrás enunciado?
Eu cá acho extremamente sexy.
Em seguida numa nota de fúria o liquido será despejado por cima de um dos intervenientes e com um pontapé o alguidar será virado ao contrário. Aqui poderá servir de base para algumas posições. Em pé, sentada, ou para apoiar o peito, cabeça e braços se a posição escolhida for a “por detrás” (neste ponto não sei ainda se quererão pormenores ou se deixo a liberdade da imaginação à vossa responsabilidade.)
Em seguida terá de se dar outro pontapé no alguidar, desta vez com menos fúria mas com mais intenção, do tipo “sai daqui empecilho”. O que se segue oscilará entre sexo do mais puro e bruto, e o mais lento, sensual e profundo. Tudo isto se passará a chafurdar no chão que já estará coberto com o liquido que continha o alguidar.
E aí queridas múltiplas...
é uivar pela noite fora que a sensualidade do alguidar é uma coisa muito animal, e, dura até de manhã!

Democracia Selectiva

Estou de baixa médica, em casa, em repouso, por ordem médica.
Quero ir votar. Mas não posso.
A Linha de Atendimento da Comissão Nacional de Eleições diz-me que me tenho de deslocar ao meu local de voto para participar do escrutínio. Apesar de indicar que estou impossibilitada de o fazer, é-me indicado que a Lei só contempla o voto 'à distância' em situações de internamento hospitalar'.
Só mesmo neste país de merda.

a conversa

- Vamos conversar.
- Sobre o quê?
- Os bichos do jardim zoológico!
- Está bem.
- Qual é o que tu gostas mais?
- Da girafa. E tu?
- Dos crocodilos.

Todas as noites isto, uma a seguir a outra,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,, interminavelmente.

É muito duro ter filhos.

alguém me acuda

Raios partam mais às hormonas que não me deixam dormir.
E me fazem acordar em ansiedade e de mau humor.
E só me fazem pensar em sexo sexo sexo sexo sexo sexo
Já chega!
vejo sexo por todo o lado...
Na mercearia, no alguidar, na fruta, no leite, na cozinha, no quarto, na praia, na cerveja, no metro, no trabalho, etc etc
Já chega! Nunca mais acaba o verão?

Ou será da idade?

Quarta-feira, Junho 03, 2009

recolha de opinião

bora lá votar minha gente:

SIM - ao Dylan Moran saltar de dentro do bolo prekvapení e fazermos uma grande farra com ele no próximo jantar
NÃO - podes aturar tu a bebedeira do gajo
TALVEZ - estou-me a cagar vou curtir a minha bebedeira sozinha